Há algo em nós que resiste à ideia de salvação somente pela fé, sem as obras da lei. De alguma forma, temos a tendência de confiar em nossos esforços, como se eles pudessem adicionar algo à nossa salvação. De maneira enfática, Paulo aborda essa questão em uma declaração polêmica contra aqueles que insistiam que a circuncisão era essencial para a salvação.
A fim de evitar que alguém considere suas ações, como a circuncisão, uma contribuição para a salvação, Paulo deixa claro que a justiça vem de Cristo como um presente recebido pela fé, e não pela lei. Embora a circuncisão possa não ser um tema central hoje, o princípio que ela representa ainda permanece atual.
A própria Reforma Protestante teve início por causa dessa questão: o papel da fé e das obras na vida de um seguidor de Cristo. No final, Cristo é tudo para nós: “Autor e Consumador da fé” (Hb 12:2). Quando nossas prioridades estão no lugar certo, vivemos com a certeza do amor de Deus e desfrutamos, desde já, da promessa de salvação, sem colocar nenhuma confiança “na carne” (Fp 3:3).