Ao ler Josué, vemos campanhas militares intensas realizadas sob o comando e auxílio de Deus. A ideia de que o Senhor estava por trás da conquista de Canaã permeia o livro de Josué e é expressa nas afirmações do narrador (Js 10:10, 11), nas próprias palavras de Deus (Js 6:2; 8:1), nos discursos de Josué (Js 4:23, 24; 8:7), por Raabe (Js 2:10), pelos espias (Js 2:24) e pelo povo de Israel (Js 24:18). Deus afirma que quem iniciou esses conflitos violentos foi Ele próprio.
Essa realidade levanta perguntas inevitáveis. Como podemos entender que o povo escolhido de Deus realizou tais práticas nos tempos do AT? Como é possível harmonizar a imagem de um Deus “guerreiro” com Seu caráter de amor (Êx 34:6; Sl 86:15; 103:8; 108:4) sem diluir a credibilidade, autoridade e historicidade do AT?
Nesta semana e na próxima, vamos explorar a difícil questão das guerras ordenadas por Deus, conforme descritas em Josué e em outros livros bíblicos.